sábado, 12 de outubro de 2013

Sobre todo desejo que nos sufoca...

Trechos de minhas conversas com D., transbordando da vontade de estarmos imersos um no outro... Momentos em que ele se despe de sua condição de submisso e quer tudo, tudo de mim.


   
0h06 1 de out - D.: Quero q me faça gozar...
21h06 30 de set - Morgana: Eu???
0h08 1 de out - D.: Sim Senhora
0h08 1 de out - D.: Eu bem amarrado e vc me fazendo gozar
21h08 30 de set - Morgana: Quero q vc diga isso olhando pra mim... Acho q na verdade vou querer q vc implore por isso
21h09 30 de set - Morgana: Eu posso até ser boazinha com vc aqui... Ao vivo não vai ser tão facil assim...
0h09 1 de out - D.: Eu sei
0h10 1 de out - D.: Amarrado e implorar?
0h10 1 de out - D.: Malvada
21h10 30 de set - Morgana: Claro
21h10 30 de set - Morgana: Eu ja te falei q maldade vai ser eu te despir com a boca...
21h11 30 de set - Morgana: Vc vai ficar mais tranquilo com o chicote do que com a minha boca
21h12 30 de set - Morgana: Realmente vc nao sabe metade do q eu pretendo com vc
0h12 1 de out - D.: Nao mesmo
21h13 30 de set - Morgana: Mas mesmo assim, quer
21h14 30 de set - Morgana: Quer esse mergulho no desconhecido...

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0h05 3 de out - Morgana: Me conta uma coisa?
3h05 3 de out - D.: Fale amor
0h05 3 de out - Morgana: Vc sempre falou q prefere ficar nu. Pq isso?
3h06 3 de out - D.: Mais vulnerável...menos protegido
0h07 3 de out - Morgana: E vc acha q um pedaço de pano vai te deixar protegido de mim?
3h08 3 de out - D.: Não rs
3h10 3 de out - D.: Nao vai me deixar nú mais nao né
0h10 3 de out - Morgana: Vou despir vc com a boca, ja te disse
0h10 3 de out - Morgana: Eu nao volto atrás do q decido
3h14 3 de out - D.: Quero t ver!!!
0h14 3 de out - Morgana: Eu tb
0h14 3 de out - Morgana: Mas parece q estamos predestinados a essa paixao platônica...kkkkkkkkkkkkkk
3h15 3 de out - D.: Kkkkkkkkk
3h15 3 de out - D.: Não!!!
3h15 3 de out - D.: Quero suas mãos sobre mim
3h15 3 de out - D.: Me amarrando
3h15 3 de out - D.: Botando a mordaça em mim

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22h51 4 de out - D.: Me diga duas coisas...pq vai me fazer chorar?
22h51 4 de out - D.: Só de botar a mordaça vou choramingar
19h51 4 de out - Morgana: Qual e a segunda coisa?
22h54 4 de out - D.: Por quanto tempo vai me deixar choramingando?
22h54 4 de out - D.: Como...eu só imagino
19h54 4 de out - Morgana: Qq vc imagina?
22h56 4 de out - D.: Me deixar amarrado e me bater com o chicote
22h56 4 de out - D.: Me ameacar rs
19h56 4 de out - Morgana: Eu vou te fazer chorar pra te recompensar...
20h12 4 de out - Morgana: A sua recompensa por cada lagrima vai ser inesquecível
20h12 4 de out - Morgana: Dont worry
23h14 4 de out - D.: Q delicia baby
20h15 4 de out - Morgana: Vc ainda não viu nada.... Rs
20h16 4 de out - Morgana: A mesma habilidade q eu tenho pra machucar, eu tenho pra dar prazer... Mas uma coisa depende da outra... Vc tem q ser um bom sub pra q eu seja a domme dos seus sonhos...
23h20 4 de out - D.: Mexe comigo mesmo
20h20 4 de out - Morgana: É?
20h20 4 de out - Morgana: Eu quero é tirar vc do sério...
20h21 4 de out - Morgana: Ver esse bom moço se desmanchar aos meus pés
23h21 4 de out - D.: Vc ja mexe!!
23h21 4 de out - D.: Mas vai!! Facil facil
23h21 4 de out - D.: Isso q me assusta
20h21 4 de out - Morgana: Pq?
20h22 4 de out - Morgana: De q q vc tem medo?
20h26 4 de out - Morgana: Seja bem claro
23h26 4 de out - D.: De me tirar facil do sério rs
23h26 4 de out - D.: Eu demoro a gozar
23h26 4 de out - D.: De nao conseguir segurar
20h27 4 de out - Morgana: Mas se vc demora como é q não vai segurar?
20h27 4 de out - Morgana: To com essa bola toda, é???
23h30 4 de out - D.: Sim rs
23h30 4 de out - D.: Pq vou ta preso
20h32 4 de out - Morgana: E eu vou te puxar pelo cinto, no pescoço, pra vc beber seu "cálice" de vinho.

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16h32 7 de out - D.: Nao consigo parar d pensar nisso
16h32 7 de out - D.: De ser amarrado em X
13h33 7 de out - Morgana: Difícil mesmo deixar de pensar
13h33 7 de out - Morgana: As vezes qdo eu acordo, vc é o primeiro pensamento q me vem a cabeça...
16h34 7 de out - D.: Como eh o pensamento?
13h34 7 de out - Morgana: Vc. Simplesmente vc.
16h38 7 de out - D.: Minha Domme

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16h01 9 de out - Morgana: Vc já foi mais resistente ao assunto 'mordida'. Acho q to conseguindo te convencer. Vc vai gostar, prometo!
20h03 9 de out - D.: Eu sonho com isso
17h04 9 de out - Morgana: Com as minhas mordidas?
20h04 9 de out - D.: Sim
20h04 9 de out - D.: Comigo totalmente imóvel
20h05 9 de out - D.: Amarrado, com o bastão na boca
20h05 9 de out - D.: Deitado em X
20h06 9 de out - D.: Vc passando suas unhas sobre meu peito...barriga
17h06 9 de out - Morgana: Ai, D. Vc acaba comigo... Vc me faz desistir de resistir...
20h07 9 de out - D.: Vc olhando nos meus olhos arregalados com a mordaça enquanto tira a samba canção lentamente
20h07 9 de out - D.: E eu?! To no mesmo barco

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17h41 9 de out - Morgana: E o q q te faz pensar q eu tenho esse poder todo?
20h44 9 de out - D.: Vc exala isso
17h44 9 de out - Morgana: Eu exalo poder? Adorei saber disso...
20h45 9 de out - D.: Sim




Hurricane

video

Presente de D. pra sua Domme... Não poderia haver uma palavra mais adequada pra me definir...

Bondage e disciplina, meu anjo.

Em uma de minhas conversas com D., ele me disse que a possibilidade de eu tirá-lo do sério muito fácil o assusta. Na verdade, ele me disse isso mais de uma vez, mas nunca havia sido tão claramente assim... Inicialmente eu fiquei um pouco temerosa de que isso fosse um reflexo do medo que ele nega o tempo inteiro mas que eu sinto q existe. Depois, relendo e namorando as nossas conversas pela milésima vez, pude constatar o quão importante é, pra nós dois, essa confiança mútua que estamos cultivando dia após dia, em minutos preciosos de sedução virtual. 

Mais uma vez, reforço que ser dominadora não faz de mim a dona dessa história. Talvez dona DELE,durante o tempo em que estivermos juntos, mas a história é NOSSA, está sendo escrita por nós dois. Quando penso (e como penso!) no dia em que essa história vai finalmente sair do papel, e em todas as coisas que quero fazer com ele, por ele e pra ele, não tem como não abrir um sorriso, dar um suspiro e morder o lábio,  e às vezes,  com a força proporcional a excitação que ele desperta e mim, fazer a boca sangrar...

Quero puní-lo por me provocar tanto desejo. Quero castigá-lo por todas as vezes em que eu me distraí pensando nele. Quero ver seus olhos atônitos, marejados, quando eu estiver sobre ele lambendo cada pedacinho desse corpo que eu quero tanto enquanto ele se contorce, numa falsa - e linda - vontade de escapar de mim. Quero por no meu colo, e dar carinho ao menino que deixa o meu coração de Domme mais terno...

Tantas, tantas ideias me ocorrem, tantas vontades... Prendê-lo, subjugá-lo, de todas as maneiras que eu quiser, sabendo que ele estará ali, entregue, disposto a me "recompensar muito bem", segundo suas próprias palavras, por todo o poder que eu exerço sobre ele.

D., meu submisso, meu ANJO. Acho que as imagens abaixo traduzem um décimo de tudo o que eu desejo, e você também. Me dê as suas mãos e me deixe te conduzir pelos meus caminhos, tortuosos, cheios de espinhos, mas que você, com certeza,  não vai querer retroceder...
















quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Nosso cantinho

D., esses são os elementos que eu imagino no nosso cantinho... Quando fechos os olhos, sinto seu perfume, misturado com o incenso, e te vejo através da luz das velas colocadas no chão. Penso em você, estendendo as mãos pra que eu possa prender com as tiras de plástico, e as cordas passeando pelo teu corpo até amarrar seus pés na beira da cama.
Fecha os olhos. Sinta-se em casa.









segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Decorando o cativeiro

Planos para um futuro, não tão distante...












Enjoy, baby!

Sobre sedução e obsessão

Depois de mais de um mês conversando com D. praticamente todo os dias, cheguei a duas conclusões sobre a nossa relação. A primeira, é que estamos escravizados a esse jogo de sedução que exercemos um sobre o outro - não é porque eu sou a dominadora que não me deixo seduzir, pelo contrário. E devo admitir que ele faz isso muito bem...

Ele se colocou submisso a mim desde sempre... E, no nosso caso, parece que o sempre é muito tempo... Já conversamos algumas vezes sobre isso, como na primeira vez que eu perguntei a ele se acreditava em destino e ele me disse que sim. Só mesmo alguma coisa que estivesse predestinada - a dar certo ou errado - poderia envolver tantas peças se encaixando... Somos lúdicos, enxergamos a nossa prisão com liberdade. Como eu já disse pra ele, quando estivermos juntos, somo exclusivamente um do outro, mas, separados, cuidamos de quem cuida da gente. Em resposta, ele me presenteou com um delicioso: "Você é sensacional, e não existe!"

Algumas tardes, quando absorta no trabalho, ele me envia flores pelo whatsapp. Me derrete... Nesses momentos, desaparece o homem que me desperta desejos inconfessáveis e surge o menino que eu quero colocar no meu colo. O menino, com cara de assustado, e os olhos marejados de lágrimas, que eu quero acariciar com doçura. Aquele que eu quero desatar os nós que prendem os pulsos e beijar cada marca, e passar as mãos nos cabelos, e sorrir pra ele. Mas ao mesmo tempo, ele tem uma capacidade de me desconcertar, de fazer minha boca secar e de me dar frio na barriga, e confessa, lindamente, quase com inocência, que adora essa sensação. Ele sonha, acordado, os mesmos sonhos que eu, sonhos vermelho-sangue, sonhos que tem cheiro, que tem gosto, que transpiram sensualidade...

Meu submisso. No início, quando eu pronunciava, mesmo que pra mim mesma essas palavras, era como se eu estivesse de fora vendo uma outra mulher, com olhos frios e boca quente, desejando D. Com o tempo, essa imagem foi se desvanecendo e eu fui aceitando que essa mulher era eu, que sempre fui eu e que eu ia acabar me rendendo a essa natureza dominadora. Ele despertou isso, ele se ajoelhou, virtualmente e me disse pra fazer o que quisesse com ele. Ele disse que mesmo sem saber o que eu esperava dele, faria de tudo pra me agradar, e faz. Faz nos pequenos gestos, faz com palavras carinhosas, faz até me dando colo quando eu to meio mal. Nesses momentos, somos amigos, e temos tudo pra sermos grandes amigos. 

Gosto dele em todas as suas nuances. Amo quando ele diz" senhora". Hoje disse "minha domme" pela primeira vez, e me provocou um arrepio dos pés à cabeça. Adoro quando ele fica tímido, como quando eu o provoquei a respeito das "homenagens" feitas a mim e à nossa história de dominação. Mas odeio quando ele me deixa plantada no whatsapp, calado, quando eu sempre o atendo no primeiro chamado (não, não é uma indireta, é uma bem direta mesmo...rsrs). Faz parte do meu temperamento querer tudo do meu jeito e no meu tempo, e eu já admiti que sou irracional quando quero alguma coisa.

Sinto que D. tem muita coisa pra me oferecer. Ele quer se dar inteiro, embora tenha medo. Sei que tenho a confiança dele e isso pra mim é um tesouro, e, portanto, retribuirei a altura todas as suas expectativas... Em uma de nossas conversas, logo no início, eu disse que não era muito boa com cordas. E o bondage é o tesão dele. Mesmo sem ter sido escoteira, tô me empenhando nisso. Passo horas divagando, vendo ele me estender os punhos juntos e, com o olhar baixo e sem emitir nenhuma palavra, me implorar pra amarrá-lo.  A presença dele é tão forte, que às vezes parece que sinto o cheiro dele. E o que reforça essa fantasia é saber que a recíproca é verdadeira, que ele também perde o rumo, que sai do centro, e que, como ele mesmo diz, se assusta com a facilidade que tiro ele do sério. Não existe prazer maior pra um dominador ver o seu submisso entregue assim, sem nunca ter tocado nele.

A segunda conclusão a que cheguei, é a de que estamos realmente obcecados com essa ideia. Não tenho receio, ou vergonha, de confessar a ele o quanto eu quero isso, apesar de todos os meus medos, porque sei, e sinto, o quanto ele quer. Estamos juntos nessa jornada, ele, com muito mais certezas do que eu. Certeza da nossa afinidade, certeza de que vai querer de novo e de novo, e eu, não tenho certeza de nada disso e tenho medo, muito medo. Mas estou disposta a superar um por um, no momento em que ele ajoelhar, baixar os olhos e disser: "Sim, minha domme. Chegou a hora do chicote." ;) 












Coming soon...

A conversa de ontem com D. rendeu... Estipulamos prazos, combinamos locais, e o mais engraçado de tudo isso é que realmente parece uma relação de negócios. Fiquei passando e repassando mentalmente o check-list do que preciso levar, de coisas que ainda tenho que comprar, como se estivesse me preparando pra uma viagem. 
Será uma viagem, de fato. Uma viagem pra dentro de nós mesmos...

  • Incenso
  • Velas aromáticas
  • Echarpe de seda
  • Chicote
  • Mordaça em bastão
  • Braçadeiras de plástico
  • Algemas (talvez)
  • Cordas de poliéster
  • Bombons de cereja com licor
  • Óleo de morango
  • Reparil gel
  • Tesoura sem ponta
  • "Elemento surpresa"

Ele quer muito. Eu, tanto quanto. Eu quero os limites dele. Ele, quer descobrí-los junto comigo.
Eu sou uma devassa. Ele, um anjo.





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

One


Is it getting better
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now
You got someone to blame?

You say
One love,one life
When it's one need
In the night
One love
We get to share
It leaves you, darling
If you don't care for it

Did I disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without

Well, it's too late
Tonight
To drag your past out
Into the light

We're one
But we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One

Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus
To the lepers in your head?

Did I ask too much?
More than a lot?
You gave me nothing now
It's all I got

We're one
But we're not the same
Well
We hurt each other
Then we do it again

You say
Love is a temple
Love is a higher law
Love is a temple
Love is a higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt


One love
One blood
One life you got
To do what you should
One life
With each other
Sisters, and my brothers

One life
But we're not the same
We get to carry each other
Carry each other

One... one


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Nosso conto de fadas

Essa minha necessidade louca de escrever ainda vai me colocar em maus lençóis... De tanto descrever, e claro, fantasiar como seria a minha primeira sessão BDSM com D., eu escrevi um conto erótico pra tentar dimensionar, nem que fossem dez por cento, de tudo o que eu tenho vontade de fazer com ele...


Vamos lá!


Ela chega ao quarto do motel (ou cantinho, como ela prefere dizer) e olha o ambiente ao redor. Confere as cadeiras, pesadas, e os lençóis, brancos e impecáveis onde deitará o homem que ousou despertar essa força quase visceral dentro dela, depois de tantos anos... Coloca pra tocar a trilha sonora gravada especialmente pra esse encontro– Slave to love é a primeira música – e sente o coração bater, descompassado, e o corpo todo ser dominado por um sentimento de torpor, até que desperta dos seus devaneios e se lembra que tem que começar a preparar a cena.

Começa a tirar da bolsa todos os acessórios que serão usados naquela noite. Acende as velas, coloca-as em pontos estratégicos do quarto pra criar uma iluminação especial, porque especial é o mínimo que ela quer de tudo isso. Acende um incenso, de ópio, pra relaxar, e relaxa ainda mais acendendo um cigarro, que fuma olhando pela janela enquanto abre um botão da blusa preta transparente, revelando lingerie de renda comprada especialmente pra esse encontro. “Ele gosta de preto”, pensa, e morde o lábio pintado de vermelho sangue, fechando os olhos, num momento de profunda excitação.

Então põe sobre a cama tudo aquilo que ele quer. Ela sabe que, enquanto dominadora, é na verdade a vítima dos desejos do seu submisso. “São sempre eles os grandes manipuladores que nos fazem pensar que somos nós quem comandamos, quando na verdade, somos atores do espetáculo de dar prazer a eles”. E o seu submisso merece tudo aquilo o que veio buscar. Prazer, humilhação e dor. Ele ousou tirá-la do casulo de sua tranqüilidade e começou a despejar doses cavalares de adrenalina em suas veias. Ele a seduziu como bom moço que é, sempre disposto a servir e deixar que ela fizesse o que quisesse com ele. Ele se dispôs a entregar-se por completo, porque sabia que era isso que ela mais desejava e que não conseguiria resistir aos seus apelos de “faça o que quiser comigo”. Isso, pra uma predadora, é uma oferta irrecusável. E ele sabia disso.

Sete horas. Uma batida na porta e o sangue gela. E ferve. As bochechas coradas, sua marca registrada, já não incomodam mais, tamanha tempestade de emoções que ela está sentindo. Abre a porta e ele vem, seu cheiro invade o quarto e o sorriso dele ilumina a cena. Quando ele se aproxima, pra dar dois beijinhos no rosto e aquele abraço aconchegante, ela dá dois passos pra trás, olha friamente em seus olhos e não diz uma única palavra. “Somos muito compatíveis”, ela repete mentalmente uma frase que ele havia dito em uma de suas conversas, e torce pra que ele tenha entendido o recado.

E é óbvio que ele entendeu. Nesse exato momento ele coloca a mochila no chão e se ajoelha, em posição de reverência, com a cabeça encostada nos joelhos, aos pés dela. E assim ficam os dois, naquela atmosfera em preto e branco, a dominadora experimentando o poder sobre seu submisso e ele aguardando as ordens. “Tira a camisa”, ela diz. E ele responde “sim, senhora”, e começa a tirar, lentamente, permitindo que ela observe – e deseje – cada centímetro da pele branca em que ela quer deixar as suas marcas...

“Fica de pé”, ela ordena. “Agora, dispa-se, mas não por inteiro”. Ele esconde um sorriso de satisfação, afinal, não pode sorrir largamente pra ela sob a pena de receber um castigo, mas experimenta a sedução que exerce sobre ela, quando percebe seus olhos fixos na samba-canção preta de seda.

“Agora é que o jogo começa, Neném. Mas antes a gente precisa estabelecer as palavras e os gestos de segurança. Enquanto puder falar, amarelo pra diminuir o ritmo e vermelho pra parar imediatamente. Amordaçado, amarrado e vendado, você vai ter que confiar em mim. Porque eu vou ter que aprender a ler o teu corpo, e você vai ter q se esforçar pra emitir sinais claros pra mim...”

A atmosfera do quarto é densa, como se eles pudessem pegar o desejo com as mãos. Respiração ofegante, coração acelerado e aquela sensação, de frio na barriga, que ambos curtiram por meses antes de concretizarem essa fantasia. Então ela ordena mais uma vez que ele se ajoelhe, mas dessa vez, com o tronco ereto, e pega o cinto preto sobre a mesinha. “Vem cá, meu bichinho de estimação. Não foi pra isso que você veio?” e prende o pescoço dele como se fosse uma coleira. “De quatro, que agora você vai beber aguinha no pires, como um bom animalzinho adestrado.”

E ele segue engatinhando, sendo conduzido por sua dona, que observa, atenta, cada músculo do corpo dele que se contrai, de ansiedade, de dúvida, mas não de medo. Ao menos não agora. “Bebe. Lambe a água bem devagar como se fosse o meu corpo”. E ele lambe a borda do pires, e sorve a água como se fosse sagrada. “Agora você vai levantar, beijar e lamber meu pescoço. E quando eu disser ‘chega’, você se senta nessa cadeira, com as pernas abertas e de costas pra mim.” Ele murmura um tímido “sim, senhora” e se aproxima dela, devagar, abraçando-a por trás e, inebriado pelo perfume dela, passa a língua ainda gelada da água que acabara de beber em sua nuca e beija, ternamente o pescoço da sua dominadora. Quando o corpo dele começa a dar sinais claros de excitação, ela diz “Chega. Não se esqueça de que você não é nada pra mim, nós estamos aqui para o
meu prazer, e não pro seu. Sente-se.”

Ele puxa a cadeira e se senta de frente, com as pernas abertas, abraçando o encosto. Numa fração de segundo dirige o olhar pra sua Domme e ela vê, mas encara isso como uma provocação, e não como um descuido, já que ela sabe o quanto ele quer ser vendado. “Como é que você ousa olhar pra mim sem que eu ordene? De agora em diante, você não vai ver mais nada.” E com essa frase, que é mais um prêmio do que uma punição pra ele, ela pega a echarpe preta de seda, se coloca atrás dele, deixando que o delicado tecido da camisa e os seios guardados pela renda preta rocem as costas dele, que deixa escapar um suspiro de prazer. E cuidadosamente coloca a venda em seus olhos, dando duas voltas pra garantir a privação da visão, e amarra bem forte atrás da cabeça, não sem antes enfiar os dedos sob seus cabelos e morder, longa e lentamente, o pescoço, tão livremente oferecido a ela.

Ela caminha até a cama e pega um saquinho de onde tira algumas braçadeiras, dessas de plástico, e olha para a o seu menino, indefeso, em posição de total entrega. Prende cada um de seus pés aos pés da cadeira, e como ele continua abraçado ao encosto da cadeira, ela pega seus braços e os coloca perpendiculares, um sobre o outro, e passa uma braçadeira sobre cada punho, prendendo duas vezes, que é pra deixá-lo bem imóvel. “Abre a boca”, e o faz engolir a mordaça preta que por muito tempo povoou a imaginação dele. Prende com cuidado atrás da cabeça e sussurra em seu ouvido: “Agora você é meu, teu corpo é meu, tuas sensações são minhas. Tua dor é minha, e não adianta gritar porque eu não vou parar.” E pega o chicote, e o estala no ar, pra provar daquela sensação de poder há tempos esquecida, e que ele, inadvertidamente, quis experimentar...

As tiras do chicote sobre a pele branca das suas costas a hipnotizavam. A cada marca, a vontade de passar a língua quente, como as leoas fazem com seus filhotes machucados, tomavam conta dela, e cada músculo do seu corpo se contraía de prazer, ao ver que ele sentia aquela dor e ainda assim queria estar ali, queria estar preso, queria estar com ela. E não souberam quanto tempo durou todo esse frenesi, os corpos pegando fogo, de desejo, e o dele, também pelo carinho especial que acabara de receber. Então ela, não resistindo mais a vontade de tocá-lo, morde, de leve a sua nuca e passa a língua pelo pescoço e ombros, e desce até as costas, percorrendo cada pedacinho, enquanto, como uma menina travessa, beliscava por cima da samba canção aquela bundinha que ainda ia apanhar muito naquela noite... E essa deliciosa tortura continuou por um tempo que nenhum dos dois conseguiu mensurar, eram mordidas, arranhões, lambidas e beliscões, e ele se contorcia, numa falsa vontade de se soltar, enquanto ela sussurrava palavras em seu ouvido que lhe traziam um misto de prazer e temor, mas no fundo ele já sabia que estava escravizado àquilo tudo, e queria. E queria muito.

Ela o deixou por alguns instantes enquanto arrumava a cama, preparando cada detalhe pro melhor da festa que ainda estava por vir. Depois, sentou-se na cama, de frente pra ele, e ficou observando o homem, o menino, o submisso que estava à frente dela e pensou no quanto ele estava certo quando disse que faria de tudo pra agradá-la. “E não é que ele tá conseguindo?” Enquanto isso, ele ainda sob o efeito de toda a adrenalina que tinha inundado o ambiente, ainda tentava se soltar, e ela ria, e dizia que a vontade dela era soberana e que ele só iria sair dali se chorasse, como um bebê, um ridículo bebê indefeso que dependia dela pra fazer suas vontades. Ele esperneou, tentou protestar, e ela, com arrogância e deboche dizia: “Fala mais alto que não ouço você”. Ele se debatia sobre a cadeira, e quando as braçadeiras começaram a apertar demais por causa dos seus movimentos, não teve jeito. As lágrimas caíram e ela foi, piedosa e altiva, soltar os pés e mãos do seu submisso, e beijou seus olhos molhados de lágrimas quentes e salgadas, que escorriam pela face e seguindo o curso das lágrimas beijou-lhe o rosto e, tirando a mordaça, passou a língua em seus lábios e depois explorando cada centímetro da sua boca, explodiu num beijo que terminou com a mordida mais deliciosa que ela pode dar, e pela qual esperou tempo demais...

A imagem dele vendado, de samba canção preta, com as costas, punhos e tornozelos cheios das marcas daquela briga em que ambos eram vencedores, era linda. Ela desviava o olhar, numa tentativa quase desesperada de controlar o tesão que sentia por ele naquele momento. Então, ela o tomou pelas mãos e o conduziu até a cama. Antes que ele deitasse, ela ordenou: ”Dispa-se”. E fez com q ele deitasse de bruços, deixando à mostra as costas que ela mordera e chicoteara, e a bunda (ah, que bunda!) que ela pretendia fazer o mesmo!

Depois de muito improviso, ela recolocou a mordaça e conseguiu prender suas mãos e pés em “x”, deixando-o completamente exposto e vulnerável a todas as suas vontades. Abriu um estojinho que estava dentro da bolsa e tirou dele um objeto metálico, e passou sobre as marcas que o chicote havia deixado em suas costas. Ele se contorcia, de prazer, de medo, mas ao mesmo tempo em que se sentia anulado e vulnerável, sabia que, naquele momento, ninguém podia lhe dar mais segurança que ela. Ele ouviu o barulho do frigobar sendo aberto e já imaginou o que viria pela frente, e sentiu o gelo percorrendo seu corpo, desde a planta dos pés até a cabeça. Ela passava os cubinhos devagar, até que o frio se tornasse quente e o quente se tornasse dor. Pelos tornozelos, pela panturrilha, pelas coxas... quando chegou ao bumbum ela se demorou mais, porque ainda não havia curtido o suficiente uma das partes mais desejadas do corpo dele. Subiu às costas, enquanto ele se contorcia, se debatia, querendo se soltar e fugir daquela tortura insuportável e deliciosa, e quando ela perguntou se ele queria mais e ele assentiu com a cabeça, ela o lembrou mais uma vez que o prazer era dela, e não  dele, e por isso, ele merecia, sem dúvidas, ser castigado.

Tirou as sandálias de salto, sentou-se sobre as pernas dele e deu a primeira palmada na bunda. Os cinco dedos de sua mão ficaram marcados, e quanto mais ele se debatia, e ela ouvia seus gritos e gemidos abafados pela mordaça, mais ela batia. E depois de um tempo que pareceu uma eternidade pra ele, ela novamente perguntou “Quer mais?” e ele, como bom submisso que era à sua dominadora, fez que não. Assim, ela já sabia q era a hora da recompensa e pra contrastar com o carinho gélido, ela beijou e lambeu seu corpo, num percurso quente, úmido e latejante de todas as mucosas...

Ele ainda de bruços, marcado e dolorido por tudo a que havia sido submetido, e ela, tomada pela certeza de que a dominação era a alma dela, corria no sangue dela, e sabendo que o que mais prende um submisso é a vontade de estar com a dominadora, decidiu dar a ele o presente que ele tanto queria. Soltou as mãos e pés, e ordenou que ele ficasse parado e quieto, e juntou seus braços pra trás, amarrando os punhos e depois os cotovelos, e, tornozelos, e os uniu aos punhos atados num lindo e perfeito hogtied. Obviamente que, como ele já sabia que o prazer era dela, as chicotadas agora foram mais intensas, mas nada que ultrapassasse qualquer limite rígido.

Imersa num delírio quase irracional, ela percebeu que a música agora era One, do U2. Curiosamente,Bono Vox dizia: “You ask me to enter, but then you make me crawl. And I can't keep holding on to what you got. When all you got is hurt.” E riu. Não pôde deixar de achar graça porque era exatamente aquilo o que estava acontecendo...Enquanto isso, ele se debatia, cada vez mais, então ela se aproximou dele e disse: “Você queria ser dominado por mim, você queria ser meu. Agora eu sou sua dona e você é o capacho que vai fazer tudo, absolutamente tudo o que eu quiser, porque você não é nada além do meu objeto de prazer.” E ele, mais uma vez, assentiu com a cabeça, numa entrega linda, que ia ser inesquecível pra eles dois...

Ela pegou a tesoura pra desfazer as amarras, e enquanto cortada e liberava as pernas dele, passava as unhas pela parte interna das coxas, depois beijava, e mordia, e o via se  contorcer de prazer. Ele grunhia, gemia, e a cada gemido abafado mais ela lambia e beijava, e arranhava, prolongando indefinidamente essa tortura, ciente de que ele queria mais, e mais ela fazia. Depois soltou os braços, e fez com que ele deitasse, nu, de barriga pra cima, e tornou a prendê-lo pra poder fazer o que bem quisesse com aquele corpo de desse dia em diante, pertencia a ela. Observou cada músculo do seu corpo contraído, num misto de prazer e dor, e viu o quanto ele estava excitado. Aproximou-se dele, mordeu de leve o lóbulo da orelha e disse, em tom de ameaça “Se você gozar vai ser severamente castigado.”

Levantou- se da cama e pegou algumas velas que estavam presas ao chão. Passou a língua sobre seus mamilos, rígidos, e mordeu. Depois, se sentou devagar ao lado dele e começou a despejar a parafina derretida sobre seu peito desprotegido, e a cada gota ele se debatia, e urrava, e ela podia ver, por baixo da echarpe que lhe vendava os olhos, algumas lágrimas. Pra ela, isso era como uma medalha, porque sabia que ele suportava tudo aquilo porque queria estar ali. Soltou seus braços e fez com que ele sentasse, então, se sentou sobre ele e colocou sua cabeça entre os seios dela, pra que ele sentisse o perfume que iria povoar suas memórias por muito tempo. Depois, soltou seus pés, e, se apoiando no encosto da cama, fez com que ele recostasse sobre o corpo dela, e então derramou sobre ele um óleo perfumado e cuidou de cada pedaço daquele corpo que tinha sido entregue a ela de uma forma tão voluntária e perfeita, esperando que ele retribuísse com a massagem que tanto havia prometido.

Cada toque dos dedos dele no corpo dela geravam eletricidade. Os ombros, o pescoço, a nuca, as costas, ele, mais do que ninguém, sabia onde tocar e o que fazer. A tensão, a agressividade, a intensidade daquela mulher que há pouco o machucava, foram se dissipando e transformando em carinho, e ela se virou pra ele, o olhou dentro dos olhos, afinal, a dominadora se fora, e lhe beijou ternamente o rosto. Eles se abraçaram em um abraço infinito e aconchegante, levantaram da cama e, enquanto ele se vestia, ela fumou mais um cigarro. Então, eles bateram a porta, desceram e de despediram, em mais um longo e lento abraço, daqueles que não dá vontade de se soltar, e disseram, juntos: “Te vejo no skype!”

No reino da Morgana

Quantas noites em claro são necessárias pra admitir a necessidade que temos de alguma coisa? No meu caso, muitas. Na verdade, anos de noites em claro, me perguntando se o que eu sentia era fruto da minha imaginação, e das minhas lembranças, ou se era realmente algo inerente à minha natureza, do qual eu nunca iria conseguir fugir...

Minha primeira experiência com dominação aconteceu bem cedo, e escolher de que lado do chicote eu queria estar, foi por acaso. Meu namorado à época pediu pra amarrar as minhas mãos, a título de dar uma apimentada na relação. Eu, que tenho uma personalidade forte, perspicaz, controladora e autoritária, por natureza, ingenuamente cedi a esse pedido... Foram os minutos mais longos da minha vida, e uma agonia que parecia infinita tomou conta de mim. Estar ali, frágil, submissa às vontades de outra pessoa, que me comandava, que ditava meu ritmo, foi, pra mim, um sofrimento. "Não gostei, me solta", foram as únicas palavras que eu consegui falar. Mas senti uma vontade quase irresistível de fazer o inverso, prender as mãos dele, comandar, e fiz a proposta...

No momento em que me vi amarrando suas mãos na cabeceira da cama, eu percebi que era aquilo que eu queria fazer, desde sempre. Era aquela relação de poder que me excitava, era a vulnerabilidade do outro, era comandar com os olhos que fazia meu coração bater muito, mas muito mais forte. Não me parecia estranho, errado, nem nenhum desses adjetivos que a gente vê por aí, quando se trata de BDSM (o famoso acrônimo para Bondage/Disciplina - Dominação/Submissão - Sadismo/Masoquismo). Parecia eu. E ERA eu.

Me descobrir sádica foi um pouco mais complicado... Por mais que eu tenha uma cabeça aberta, livre de preconceitos, de rótulos e convenções, perceber que infringir dor à alguém te dá prazer, pode ser de pirar em alguns momentos. Explorar o limite, a degradação e as misérias de outra pessoa pode parecer realmente doentio, e pra não ultrapassar a barreira entre o prazeroso e o patológico, eu comecei a criar as minhas próprias regras. Isso moldou muito a Domme que sou hoje, e, parafraseando uma pessoa que caiu de pára-quedas na minha vida pra fazê-la girar 180º, me tornou "lúdica".

Bom, mas antes, muito antes dessa pessoa surgir, eu me casei. Há quase dezesseis anos atrás... Meu casamento foi um divisor de águas na minha vida. Eu queria ser mãe, eu queria sossegar, eu queria poder repousar meu coração inquieto e a minha cabeça, atormentada, no colo de alguém. E naquele momento, eu aprendi uma coisa que jamais havia feito na vida: CONCESSÕES. É extremamente complicado, doloroso até, pra alguém acostumado a comandar, abrir mão dessa sensação de poder. Mas eu abri, em nome de tudo o que eu mais queria na vida, e aprendi a ser feliz, mesmo que a felicidade tivesse sabor de baunilha ;)


Sempre fui insone, noturna, e durante todos os anos do meu casamento, de vez em quando, eu arriscava deixar a loba colocar um pouco as unhas de fora, e ia bater papo na internet. Algumas noites me divertia, outras me frustrava, numas achava graça e em outras eu tinha nojo... Achava que ou eu tinha virado baunilha de vez ou a galera tava muito pirada, e não gostava daquilo. E sempre pulava fora. Até que um belo dia, encontro no chat um "menino", dez anos mais novo que eu, com o nome de SubNovo27. Ele me deu boa noite, e engrenamos um papo muuuuuuuito bacana, que explicitava que nós dois tínhamos tanta coisa em comum que valia a pena dar uma esticada pro skype e continuar o papo.


Mal sabia eu que mais madrugadas insones estariam por vir. O que ele tinha que depois de tantos anos, eu já pensava de novo (e de novo, e de novo...) em dominar alguém? Que tipo de consequencia isso ia trazer pra minha vida, porque eu jamais havia dominado alguém com quem eu não tinha intimidade sexual. Dúvidas, tantas, que parecia que eu nunca tinha feito isso, mas ele conseguiu me fazer ultrapassar uma por uma, até tomar a decisão de que se ele queria ser dominado por mim, eu iria dominá-lo.

Dominação, pra mim, não é unilateral. Leio fóruns, vejo blogs, e, quase numa totalidade absurda, vejo dominadores tratando seus submissos como lixo. Dominadores que dizem que se quisessem realizar desejos de alguém seriam submissos... Acho isso triste, e absurdo, porque pra mim, o submisso é alguém que tem que ser cuidado. Ainda ontem falei com ele sobre isso, e afirmei a minha convicção de que o submisso gosta mais da ideia de estar sendo castigado do que da dor em si, e isso ainda é um assunto delicado entre nós... Ele é, segundo sua própria definição, "soft", e eu, "hard", mas ainda temos que aprender a andar antes de correr nessa estrada (ele odeia essa frase que eu vivo repetindo!!). O submisso tolera pela fantasia, aguenta pelo desejo de satisfazer. É uma entrega linda. O olhar de medo, de menino assustado, o corpo vermelho, e a obediência depois, compõem uma cena maravilhosa, que só quem é dominador, entende o que eu tô falando.

Muito provavelmente, só ele e eu iremos ler esse blog. Esse é o meu presente pro meu submisso, quando "formalizarmos" essa relação. Estamos nos descobrindo, amadurecendo a ideia, e eu, desempenhando o papel mais importante dentro dessa nossa história, que é conquistar a confiança dele. Sinto uma necessidade real e verdadeira dessa entrega, que é uma troca, e eu quero muito fazer valer a pena.

Pra você, Neném. Com carinho e umas boas palmadas na bunda,

Sua Domme